A carreira de TI na Braskem

Agora na linha de frente, os profissionais têm a chance de ajudar as empresas e desenvolver novos produtos, operar com mais eficiência e superar os concorrentes

Durante muitos anos, nas empresas, os profissionais de Tecnologia de Informação eram conhecidos apenas como a "equipe de suporte". Porém, com o avanço da Internet e das tecnologias de comunicação, essa área profissional deu um salto: saiu dos bastidores e conquistou o posto de parceira fundamental na gestão e no futuro da companhia. "A TI deixou de ser operacional para ser parte do processo decisório. Hoje os profissionais da área estão mais próximos da gestão da empresa, discutindo projetos com os clientes, desenvolvendo novos produtos e colaborando para alavancar os negócios", explica o consultor Cezar Taurion, partner & head de Digital Transformation da Kick Ventures.  

Na Braskem, a TI entra como uma área de apoio, dando todo o suporte necessário à operação e à modernização dos processos que movem a empresa. Segundo Renato Calabreze, analista de Processos e Sistemas, o trabalho dos profissionais da companhia acontece em quatro segmentos: Arquitetura (projetos e melhorias de infraestrutura), Operações (suporte à operação diária), Processos (projetos e melhorias nos processos de negócios) e Segurança da Informação. "Atualmente, empresas que não possuem um sistema de informação que apoie seu dia a dia são exceção. A tecnologia agora é uma parceira indispensável", diz Calabreze.

O universo de oportunidades que a área vem conquistando no mundo corporativo [clique aqui para ver algumas dicas] é amplo. "A área de Operações costuma ser a porta de entrada da maioria das pessoas, mas as possibilidades são inúmeras", destaca o estagiário Leonardo Filgueiras, estudante do último ano de Sistemas da Informação, há um ano na empresa.  Nesse período, ele já atuou em Arquitetura de Infraestrutura e está em job rotation em Processos e Sistemas, ajudando a construir um novo sistema de cadastro de terceirizados. "Acompanho todos os passos dos projetos e tenho bastante contato com o negócio, os usuários e os parceiros que prestam serviço para a Braskem", diz ele. "É um grande aprendizado e uma ótima forma de fazer networking."

Espírito empreendedor

Se as funções mudaram, o perfil do profissional também mudou. "Hoje ele precisa ser um empreendedor da própria carreira e nunca ficar parado. A velocidade das mudanças tecnológicas exige que as pessoas estudem sempre e mantenham-se atualizadas", opina Taurion. "Também é preciso que o profissional esteja aberto a novas experiências, pois é comum que tenha de desempenhar diversas funções ao longo da trajetória profissional."

Criatividade, flexibilidade, domínio de idiomas, talento para lidar com pessoas e habilidades de comunicação também são fundamentais, segundo Leonardo Figueira. "É preciso ter visão de negócio, entender as necessidades da empresa e saber posicionar-se para poder evoluir no ambiente corporativo." Não se apegar muito a apenas uma tecnologia também é importante, segundo Calabreze. "Manter a mente aberta e estar sempre antenado com as tendências e movimentações tecnológicas do mundo são requisitos de um bom profissional", destaca.