Comunicar é preciso

Uma das principais habilidades humanas é a comunicação. Estamos sempre interagindo com os outros e precisamos lançar mão de diferentes meios para transmitir nossas ideias e impressões. A fala e a escrita são apenas algumas das diferentes formas de comunicação, mas talvez sejam as mais usadas no dia a dia de trabalho.

Saber se comunicar é muito importante para a carreira. Essa capacidade é a base das relações humanas e, segundo Renata Abreu, coach e facilitadora de programas de desenvolvimento humano sob a ótica da psicologia positiva, as novas formas de trabalho têm demandado muito da capacidade de comunicação das pessoas. "Muitas funções necessitam que diversos inputs sejam combinados para a geração de um resultado ou projeto, além de muitas equipes serem geridas globalmente, havendo a combinação de diferentes estilos e culturas que precisam funcionar bem para chegar às soluções finais", diz.

Dá para melhorar
José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), lembra que há pessoas que são comunicadoras natas, enquanto outras precisam de ajuda para desenvolver essa habilidade.
"E o primeiro passo para isso é o autoconhecimento e o reconhecimento da necessidade de precisar se desenvolver nesse sentido. Também é importante lembrar que mesmo os comunicadores natos têm problemas no sentido de 'falarem demais' e precisarem achar o equilíbrio", destaca José Roberto.
Quem tem medo ou vergonha de falar publicamente deve se expor aos riscos e tentar enfrentar a situação. Afinal, mesmo as pessoas mais reservadas e introvertidas podem ser boas comunicadoras e conquistar excelentes resultados!

Diferencial competitivo
As habilidades sociais têm se destacado cada vez mais no mercado de trabalho, o que inclui as comunicações verbal e não verbal, o estilo assertivo, a empatia, a capacidade de dar e receber feedbacks , entre outros.
Renata conta que o imediatismo e a velocidade da tomada de decisões podem, muitas vezes, nos colocar no modo "piloto automático" e, dessa forma, não pensamos para falar ou fazer as tarefas. "Com isso, deixamos de escutar com atenção o que nos é dito e passamos a inferir e interpretar informações, partindo do princípio de que já sabemos o que o outro quer dizer. A falta de escuta ativa pode levar a diversos problemas que vão desde o 'telefone sem fio' até dificuldade nas negociações e na gestão de pessoas em geral."
Mas como agir na prática?

  • Em apresentações: José Roberto sugere a criação de um roteiro do que será dito para que nenhum detalhe fique de fora e exista uma ordem lógica das ideias. Abrir para perguntas e sugestões também é interessante.
  • Reuniões: saber o assunto que será abordado é importante, assim como levar anotações e pedir a palavra quando julgar pertinente. "A melhor comunicação se faz adequada ao receptor. Ter empatia, entender o estilo e a cultura das pessoas envolvidas é determinante para essa e outras situações", indica Renata.
  • Network: prestar atenção ao que é dito, dar opiniões e dividir experiências ajuda a criar uma boa rede de relacionamentos pessoais e profissionais. "Organize as ideias na cabeça e exponha-as de forma a não sair do contexto do que é discutido", propõe José Roberto.
  • Relacionamento com colegas e chefes: buscar a comunicação clara e objetiva para gerar entendimento e engajamento, segundo o presidente do IBC. "Um erro frequente da nossa atualidade, em função das mídias sociais, é a falta de bom-senso na abordagem e na comunicação com nossos colegas de trabalho", diz Renata. "Precisamos estar atentos para diferenciar o que é um network x um comentário informal na rede social de um cliente, que pode ser interpretado como mau gosto, por exemplo."

 

Nossa língua portuguesa

 
Falar e escrever bem é fundamental em qualquer profissão. Saber interpretar textos e expressar suas ideias é imprescindível para o bom andamento dos trabalhos e da carreira.