Dieta da Produtividade

Muitas pessoas associam a alimentação equilibrada à manutenção de um peso saudável e à prevenção de doenças. No entanto, os benefícios são bem mais amplos do que você imagina. Saber escolher o que coloca no prato é fundamental até mesmo para o bom desempenho no trabalho e nos estudos, visto que  problemas nutricionais podem afetar não apenas o seu bem-estar, mas também comprometer a energia necessária para desempenhar as tarefas diárias.

"Pessoas com sobrepeso ou obesidade, por exemplo, podem apresentar sintomas como cansaço, letargia e fraqueza, comprometendo ou procrastinando as atividades", comenta Cyntia Ferreira, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro (RJ). Segundo ela, os alimentos que consumimos diariamente também estão associados a outros fatores, como humor, irritabilidade, agitação, desconfortos físicos (como gases) e sonolência, que dificultam a boa performance no trabalho.

Para evitar que isso aconteça, o primeiro passo é planejar antecipadamente as refeições. Se não for possível, o ideal é equilibrar o cardápio. "Dietas muito restritas em gorduras tendem a aumentar o risco de ansiedade e depressão, enquanto as de baixíssima quantidade de carboidratos podem gerar fadiga, náuseas, mau hálito, sudorese excessiva e mau humor", diz Cyntia.

Comer apenas quando chega a fome também não é uma boa ideia pois a sensação de estômago vazio afeta as condições de trabalho. O melhor, de acordo com Cyntia, é fazer lanches espaçados entre as principais refeições. Evitar alimentos com altos teores de gorduras, açúcar e sódio - o que também inclui barrinhas de cereais ou proteínas, ou snacks light ou diet - ajuda a manter o foco. "Isolados ou em conjunto, podem provocar indigestão, flatulência, dores de cabeça e lentidão, comprometendo o rendimento", destaca a nutricionista.