Diversidade na prática

Quando os Grupos de Trabalho (GT) começaram a ser organizados na Braskem, em 2017, a analista de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente (QSSMA), Graziela Vasconcelos, da Unidade de Químicos de Camaçari (BA), não imaginava que fosse ser eleita pelos colegas líder do grupo de Raça e Etnia. Há 20 anos na empresa, ela já conhecia as ações da Braskem frente à diversidade e inclusão, mas passou a explorá-la e vivenciá-la também fora da companhia: "Desde que me tornei líder do GT, tenho estudado muito a diversidade e, inclusive, aplico o que aprendo na criação dos meus filhos. Tenho muito orgulho de poder trabalhar em uma organização que se importa com o tema e busca agir para fazer a diferença.

O que vejo como mais importante nas ações da Braskem para a diversidade é o cuidado com o elemento humano. Mais do que competitividade, promover a pluralidade é uma questão humanitária, possibilitar ao outro viver livre de qualquer coisa que lhe traga sofrimento ou constrangimento por causa de seu gênero, orientação sexual, credo ou etnia. É a ideia do respeito ao outro, independentemente do que ele seja ou viva - o que tem de mais valoroso para construir uma sociedade mais justa porque isso vai além da organização. O que você aprende aqui, você leva adiante.

No GT, além de trazer a diversidade para discussão na empresa, temos buscado cada vez mais a inclusão, aumentando, por exemplo, as oportunidades para os candidatos negros em todas as regiões em que estamos presentes, por meio de parcerias com as universidades. Nem sempre é fácil. No Sul do país, por exemplo, há poucos negros e isso salta aos olhos nos processos seletivos, enquanto no Nordeste há muitos candidatos dessa etnia.

Já notamos, por exemplo, que nas universidades públicas temos mais dificuldade para encontrar candidatos negros. Um dos motivos é que a grade horária é muito variada, atrapalhando quem precisa trabalhar e estudar a conseguir conciliar as duas atividades. Por isso temos diversificado cada vez mais as universidades nas quais buscamos os talentos.

Nos meus 20 anos na Braskem, tenho visto a empresa realizar diversas ações pela diversidade e pela inclusão, e a mudança de pensamento é real, não apenas em relação à raça. Quando eu entrei, por exemplo, não existiam mulheres na operação. Um ano depois, abriram a primeira turma e, de lá pra cá, a presença delas tem sido mais forte e é vista sem estranheza. A empresa também tem mais cuidado com as características femininas: há uma farda especial que pode ser usada pelas gestantes, salas de apoio à amamentação, oportunidades de crescimento iguais às dos homens.

Nossos líderes entendem a pluralidade como essencial para a perpetuação do negócio e para reter talentos. Todos aqui acreditam no respeito ao outro e o vivenciam."